A conta que os gestores de marketing fizeram por anos foi: quanto mais alto no Google, mais visita, mais lead. Em 2026 essa conta está incompleta. Boa parte das perguntas é respondida dentro da própria ferramenta de IA, e o usuário nunca chega ao site. Quando o comprador pergunta "qual a melhor empresa de X para o meu caso", a resposta vem de três ou quatro nomes escolhidos por quem viveu o treinamento do modelo e o que está publicado sobre eles.
É aí que entra o Share of Model. A ideia é simples: se os mecanismos de resposta citam 5 marcas e a sua aparece em 2 dessas 5 respostas, sua presença é de 40%. Não é métrica de vaidade — é a versão 2026 do share de voz.
Por que isso importa mais do que o ranking
Ranking mede posição numa lista. Share of Model mede presença na decisão. Um cliente que pergunta ao ChatGPT sobre a sua categoria recebe uma síntese com nomes, vantagens e objeções. Se a sua marca não está ali, você perde a conversa antes do primeiro clique — e nem aparece no Analytics para você perceber.
O dado mais revelador do ano: a maioria das empresas diz que vai otimizar para busca com IA, mas quase todas têm zero menção registrada. Ou seja, o campo está aberto para quem começar a medir agora.
O que alimenta a citação
- Consistência de descrição da marca em sites de terceiros: mesma proposta, mesmo nome, mesmos serviços.
- Conteúdo que responde perguntas completas, com definição, exemplo e ressalva.
- Autoridade editorial: publicações, prêmios, dados próprios e cases divulgados.
- Dados estruturados na página (schema) que expliquem quem você é e o que vende.
Como calcular na prática
Monte um conjunto fixo de 20 a 30 perguntas que um comprador faria da sua categoria — incluindo as desconfortáveis, tipo "quais são os riscos de contratar a empresa X". Rode o mesmo conjunto todo mês em ChatGPT, Gemini, Perplexity e nas visões gerais do Google. Anote: a marca apareceu? Foi citada com link? Foi citada com erro ou informação desatualizada?
A conta: (respostas com sua marca ÷ total de perguntas) × 100. Repita para os três principais concorrentes. A comparação é o número que você leva para a reunião.
Erros mais comuns na medição
- Perguntar sempre a mesma coisa. Variação pequena de prompt muda a resposta. Melhor fixar o conjunto e registrar a data.
- Confundir menção com recomendação. Ser citado como "uma opção" é diferente de ser citado como "a mais indicada".
- Ignorar o erro factual. Às vezes a marca aparece, mas com preço antigo ou serviço descontinuado. Isso é dano, não vitória.
O que fazer com o número
Share baixo com conteúdo bom indica problema de distribuição: falta de menção externa. A correção é conquistar presença em guias, comparativos, entrevistas e diretórios do setor — os lugares de onde a IA bebe.
Share bom e conversão ruim indica problema de expectativa: a resposta que a IA dá não bate com a página que recebe o visitante. Aí a correção é de mensagem, não de SEO.
Leia também:
- consultoria de SEO
- share of model como parte do trabalho de marca
- conteúdo com dados que a IA cita
- anunciar dentro da conversa com a IA
- GEO: aparecer nas respostas da IA
Comece pequeno, mas comece
Não é necessário comprar plataforma cara no primeiro mês. Uma planilha, um conjunto fixo de perguntas e 40 minutos mensais já mostram a tendência. O que não dá é continuar medindo só clique quando a decisão do comprador acontece antes do clique.
A Agência Kaizen trabalha com marketing de performance e conteúdo orientado a dados para empresas que querem ser encontradas onde a decisão acontece. Fale com a gente para montar o seu primeiro diagnóstico de visibilidade em IA.




