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Share of Model: a métrica que mostra se a IA fala da sua marca

Se 65% das buscas terminam sem clique, aparecer no ranking não basta: você precisa aparecer na resposta. O Share of Model é a forma simples de medir isso.

Por Agência Kaizen3 min de leitura

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A conta que os gestores de marketing fizeram por anos foi: quanto mais alto no Google, mais visita, mais lead. Em 2026 essa conta está incompleta. Boa parte das perguntas é respondida dentro da própria ferramenta de IA, e o usuário nunca chega ao site. Quando o comprador pergunta "qual a melhor empresa de X para o meu caso", a resposta vem de três ou quatro nomes escolhidos por quem viveu o treinamento do modelo e o que está publicado sobre eles.

É aí que entra o Share of Model. A ideia é simples: se os mecanismos de resposta citam 5 marcas e a sua aparece em 2 dessas 5 respostas, sua presença é de 40%. Não é métrica de vaidade — é a versão 2026 do share de voz.

Por que isso importa mais do que o ranking

Ranking mede posição numa lista. Share of Model mede presença na decisão. Um cliente que pergunta ao ChatGPT sobre a sua categoria recebe uma síntese com nomes, vantagens e objeções. Se a sua marca não está ali, você perde a conversa antes do primeiro clique — e nem aparece no Analytics para você perceber.

O dado mais revelador do ano: a maioria das empresas diz que vai otimizar para busca com IA, mas quase todas têm zero menção registrada. Ou seja, o campo está aberto para quem começar a medir agora.

O que alimenta a citação

  • Consistência de descrição da marca em sites de terceiros: mesma proposta, mesmo nome, mesmos serviços.
  • Conteúdo que responde perguntas completas, com definição, exemplo e ressalva.
  • Autoridade editorial: publicações, prêmios, dados próprios e cases divulgados.
  • Dados estruturados na página (schema) que expliquem quem você é e o que vende.

Como calcular na prática

Monte um conjunto fixo de 20 a 30 perguntas que um comprador faria da sua categoria — incluindo as desconfortáveis, tipo "quais são os riscos de contratar a empresa X". Rode o mesmo conjunto todo mês em ChatGPT, Gemini, Perplexity e nas visões gerais do Google. Anote: a marca apareceu? Foi citada com link? Foi citada com erro ou informação desatualizada?

A conta: (respostas com sua marca ÷ total de perguntas) × 100. Repita para os três principais concorrentes. A comparação é o número que você leva para a reunião.

Erros mais comuns na medição

  1. Perguntar sempre a mesma coisa. Variação pequena de prompt muda a resposta. Melhor fixar o conjunto e registrar a data.
  2. Confundir menção com recomendação. Ser citado como "uma opção" é diferente de ser citado como "a mais indicada".
  3. Ignorar o erro factual. Às vezes a marca aparece, mas com preço antigo ou serviço descontinuado. Isso é dano, não vitória.

O que fazer com o número

Share baixo com conteúdo bom indica problema de distribuição: falta de menção externa. A correção é conquistar presença em guias, comparativos, entrevistas e diretórios do setor — os lugares de onde a IA bebe.

Share bom e conversão ruim indica problema de expectativa: a resposta que a IA dá não bate com a página que recebe o visitante. Aí a correção é de mensagem, não de SEO.

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Comece pequeno, mas comece

Não é necessário comprar plataforma cara no primeiro mês. Uma planilha, um conjunto fixo de perguntas e 40 minutos mensais já mostram a tendência. O que não dá é continuar medindo só clique quando a decisão do comprador acontece antes do clique.

A Agência Kaizen trabalha com marketing de performance e conteúdo orientado a dados para empresas que querem ser encontradas onde a decisão acontece. Fale com a gente para montar o seu primeiro diagnóstico de visibilidade em IA.

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